domingo, 20 de julho de 2008

De vez em quando

Não ando inspirada. Do contrário, expirou-se as palavras em mim. Porém não fui tão imprudente e agora leio outras canções, e fecho os olhos para outras esquinas, dou as costas a caminhos e não arrisco um texto novo.

Ando preguiçosa demais da conta, escondida, conversando com as quatro paredes do quadrado de meu quarto. Ali dentro, sambo com se estivesse em plena Marquês da Sapucaí, no recudo da bateria da Mangueira – atalhos do coração, e canto sorrindo para os quatro cantos das mesmas quatro paredes pintadas de verde, na esperança lá de casa.

Depois, recito poemas que eu nunca escreveria, por pura falta de jeito pra coisa, e os clamo como se fossem meus, e choro quando neles me encontro.. Não de dor, ou sofrimento, mas pela grandiosidade da palavra escorregando aqui.

E aí calo, fico quieta no sossego meu. E adormeço na generosidade da cama, entre as quatro paredes escondidas lá em casa.

eliz

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